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17 fevereiro 2013

Balzaquiana

Salam Aleikum,

Olá pessoal, quanto tempo não é mesmo?
Pois é, tantas coisas aconteceram, coisas boas e outras não tão interessantes assim...Mas Al hamdulillah!

O que venho hoje partilhar com vocês é a leitura, pela segunda vez, de um livro mundialmente conhecido. "A mulher de 30 anos" de Honoré de Balzac.

Lembro que li o livro pela primeira vez quando era estudante do curso de Letras, naquele tempo contava com 24 anos de idade. Minha professora de Literatura era apaixonada por esse livro e sempre falava dele em nossas aulas o que me despertou enorme interesse...Então, li o livro e após finalizar  disse a minha professora " não vi nada do que me fala nesse livro" _ Ela me perguntou então: _ Quantos anos você  tem? Respondi  e então com um  sorriso acolhedor me disse : _ "Quando você completar 30 anos leia novamente e aí você encontrará significado nele". Completei 30 já  há alguns anos e sempre dizia a mim mesma da necessidade dessa leitura. Ano passado,  comprei um exemplar e somente após um ano me senti motivada a lê-lo novamente.

Finalizei a leitura e realmente encontrei uma analise interessante da alma da mulher. A narrativa é até considerada fraca e não é  de modo algum o melhor desempenho do reconhecido Balzac...

Eu recomendo a leitura do livro, sem contar a descrição que o autor faz da sociedade francesa  do Século XIX que é apaixonante. A descrição do cenário, das paisagens e tudo que envolve os espaços físico e psicológico aonde acontece a narrativa me despertou um desejo latente de comprar uma passagem e viajar pela França...hehehe


Recomendo a leitura a todas as balzaquianas!

Super beijo!

Allah Hafiz


23 setembro 2012

EU SEI, MAS NÃO DEVIA

Salam aleikum wa rahmatullahi wa barakatuh

Olá a todos e a cada um de vocês....Sim!  Sei que estou sumida do bloguito....há fases em nossa vida que temos a necessidade de falar, falar e falar...há outras em que queremos ficar em nosso mundo quientinha....somente observando o curso da vida...muitas vezes nem nos colocamos como atuantes, mas como meros expectadores.... Meu caso? Talvez!

Hoje, vim somente dividir este texto tão verdadeiro e maravihoso da Marina Colassanti...me identifiquei muito com este texto.....



EU SEI, MAS NÃO DEVIA
Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(in "Eu sei, mas não devia" - Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1996)

Então, você se identificou também?


Desejo a todos um excelente finalzinho de domingo e uma semana abençoada!

Que Deus abençoe a todos com Sua infinita Misericórdia!

Ma Salaama,
Aminah Luiza


04 julho 2012

Ramadan: mês em que o Alcorão foi revelado




Assalam aleikum wa rahmatullahi wa barakatuh

O mês de Ramadan foi o mês em que foi revelado o Alcorão,  orientação para a humanidade e vidência de orientação e Discernimento.  Por conseguinte, quem de vós presenciar o novilúnio deste mês deverá  jejuar; porém, quem se achar enfermo ou em viagem jejuará, depois, o  mesmo número de dias. Deus vos deseja a comodidade e não a dificuldade,  mas cumpri o número (de dias), e glorificai a Deus por ter-vos  orientado, a fim de que (Lhe) agradeçais.
(Al Bácara, 185)

Olá pessoal, estou muito feliz porque o Ramadan está chegando....Estamos no mês Shaban, mês que antecede ao Ramadan. Eu estou ansiosa será meu segundo Ramadan, Inshalalh!

O Ramadan é um mês abençoado e maravihoso para nós muçulmanos.

Lembro-me que no ano passado estava um tanto tensa, não sabia ainda fazer toda a oração em árabe, não sabia direito como seria jejuar o dia todo, tinha muito medo de me esquecer ou de fazer alguma ação involuntária que anulasse o jejum. Hoje, al hamdulilalh, me sinto mais segura e feliz porque acredito que aproveitarei todas as bençãos deste mês, Inshallah. Mês em  que devemos intensificar nossas orações e súplicas, mudar nosso comportamento, exercer a paciência, o amor ao próximo e principalmente nossa fé.



Que Allah nos permita viver o Ramadan intensamente, nos ajude a firmar mais e mais nossa fé e nunca nos esquecermos da Sua benevolência .



Allah Hafiz,
Aminah